domingo, julho 16, 2006

A criação do Estado de Israel (14 de Maio de 1948)

O judaísmo conserva a esperança de que um dia todo o povo judaico disperso "regressará" ao que chama "a Terra/País de Israel", onde se reunirá e viverá como nação, observando rigorosa e integralmente a Lei divina.

Tendo chegado à conclusão de que os palestinos não renunciariam à independência, os britânicos encararam em 1937 a hipótese de dividir a Palestina em dois estados, um árabe e o outro judaico. Essa solução não satisfazia nenhuma das partes. Os palestinos não renunciavam a uma parte do seu território. Os sionistas, que viam com razão nesse plano um desvio da política oficial não só britânica mas também internacional, ainda não aceitavam a ideia de criar o estado judaico só numa parte da Palestina, o que aparentemente significaria renunciar à reivindicação da totalidade do país.

A revolta palestina continuou e durou até 1939. Considerando inviável o plano de divisão da Palestina, os britânicos fazem marcha-atrás e propõem no "Livro Branco" de 1939 a criação de um só estado para árabes e judeus, no prazo de dez anos.

O mesmo documento propunha o fim da imigração judaica dentro de cinco anos e limitava a 75.000 o número de imigrantes durante esse prazo de tempo. Além disso, previa uma regulamentação estrita da compra de terras pelas organizações judaicas. Esse conjunto de medidas implicava que os árabes constituiriam um pouco mais de dois terços dos cidadãos do Estado da Palestina. O peso dos dois povos na administração do Estado seria proporcional à sua importância numérica.
As autoridades mandatárias tentaram executar as recomendações do "Livro Branco" de 1939, mas sem verdadeiro êxito.

(Seria então chegado o momento dos sionistas iniciarem a politica à sua maneira)

Alguns grupos armados lançaram-se numa campanha de guerrilha contra as autoridades britânicas e os árabes.


Entre as numerosas acções realizadas pelo Irgun contra as autoridades britânicas, a mais conhecida é o atentado do Hotel King David em Jerusalém, onde estava instalada a administração governamental. A explosão de uma ala do edifício, no dia 22 de Julho de 1946, custou a vida a 91 pessoas, das quais 86 funcionários (britânicos, árabes e judeus).

A 9 de Abril de 1948, um comando do Irgun e do Stern entrou em Der Yassin e massacrou mais de cem pessoas, homens, mulheres e crianças. A notícia desse massacre provocou a fuga de cerca de 100.000 pessoas da região de Jerusalém. Outros palestinos foram expulsos à força.

Entre os vários casos conhecidos, os de maiores proporções tiveram lugar em Lida (a actual cidade de Lod) e Ramlé. Uma escaramuça com tropas árabes ocorrida no dia 12 de Julho de 1948 serviu de pretexto ao exército de Israel para uma violenta repressão que custou a vida a 250 pessoas, algumas das quais eram prisioneiros desarmados,assim como para a expulsão de cerca de 70.000 pessoas, algumas das quais já eram refugiadas.

Fonte: alfredobraga

sexta-feira, julho 14, 2006

Um dólar, uma libra, qual o valor de um cidadão na Palestina?

As auto denominadas retaliações Israelitas contra o Povo Palestino, nunca resultaram em maior segurança para o estado de Israel.

Disso todos têm consciência, Israelitas e Americanos incluídos.

A escalada actual, que vem levando o exército Israelita da faixa de Gaza, ao Líbano e à fronteira com o Egipto, promete provavelmente a muito curto prazo, o enriquecimento dos mesmos senhores de sempre.

Sempre pensei que Palestinos e Israelitas, estariam condenados a viverem lado a lado, por qualquer acaso do destino, da história, ou dos dólares Americanos e das libras Inglesas.

É curioso, como em dado momento da história, foram os dólares Americanos que custearam o terrorismo Israelita, contra (?) a libra Inglesa.
E anos depois, as mesmas divisas custearam a expansão sionista.

Hoje não restam dúvidas de quem custeia a manutenção dos confrontos entre dois povos, que são pagos para se liquidarem.

quinta-feira, julho 13, 2006

As gentes do Porto

Parece que têm de iniciar um processo de limpeza, ao mais alto nível na autarquia e seus apêndices.

O conflito que aqui e ali se manifesta entre entidades ligadas à autarquia e esta propriamente dita, já conheceu melhores dias.

Mas quando é a vida das populações que é colocada em risco, pela incompetência dos autarcas que são eleitos, mas que nada sabem fazer sem os tais assessores, aí o caso devia “piar mais fino”


A propósito ou a despropósito desta noticia ( «Aconteceu o que mais temíamos», referiu indignado ao PortugalDiário o chefe de prevenção à cidade, dos Bombeiros Sapadores do Porto, António Curado, que responsabiliza a autarquia por ter deixado a corporação sem gente suficiente para acorrer às situações de urgência.)

O vereador da (?) Protecção Civil, Sampaio Pimentel, referiu em declarações à «SIC», que os bombeiros actuaram correctamente no socorro às vítimas, mas lamentou que se tivessem «aproveitado» de uma «desgraça» para reivindicar horas extraordinárias.


Já não há espaço para espanto, nesta sociedade cada dia mais decadente em que somos obrigados a viver.

Não é a falta de planeamento, a ineficaz coordenação e gestão dos meios humanos, que força a sobrevivência do recurso a horas extraordinárias?

E isto é culpa de quem trabalha?
E isto é culpa dos Bombeiros do Porto?

Ou será culpa do porco da vizinha???