segunda-feira, novembro 21, 2005

Questões de astúcia

Do mesmo modo que podemos considerar que a direita Nacional Portuguesa, desde Abril de 1974, que não tem um Presidente da Republica.
Será licito considerar que os senhores do grande capital nesta república, não se têm revisto no cargo do mais alto cargo da Nação Lusitana.
Eles consideram que é tempo de mais, eu considero que tendo em conta o tempo que por cá andaram, é tempo de menos.
O candidato do pessoal do antes de Abril, disfarçado de social-democrata, sob a capa de apartidário, não consegue esconder as reais intenções dessa direita retrógrada.

O candidato da direita, nas suas palavras, se for eleito, será;

“Mais do que um moderador" na Presidência da República, onde procurará desempenhar o papel de agente de desenvolvimento, para reconduzir Portugal a um cenário de sucesso.

Salazar, ou o que dele resta, caía outra vez da cadeira ante tal desfaçatez.
Nem ele terá tido tanta astúcia…

quarta-feira, novembro 16, 2005

Um espanto

A Europa anda espantada, com o que se diz sobre a CIA, as prisões na Europa e a utilização do espaço aéreo para o rapto e transporte de prisioneiros.

Mas esse espanto, tem muito mais que ver com o conhecimento tornado público, do que propriamente com a ignorância dos governantes.

segunda-feira, novembro 14, 2005

CRISE DE HONESTIDADE

Figura de “proa” das hostes tradicionais da direita Portuguesa, a Drª. M. Ferreira Leite, de má memória para os Portugueses, considera que o orçamento de estado para 2006, “até não é mau, mas não tem pernas para andar”.

Ela gostaria certamente, que este governo saciasse a sua vontade de “sangue” e concluíse aquilo que ela pretendia fazer mas que não teve tempo para executar.

A drª. não tinha dúvidas em 22/05/02, “que são as classes mais desfavorecidas quem vai apagar a factura da crise económica”
Não tinha igualmente dúvidas em admitir “ o despedimento de dez mil trabalhadores e pedir a compreenção dos funcionários públicos”.

É fácil agora demonstrar uma posição “altruísta”, quando na altura devida se pautou pela arrogancia e incompetência.

É bom que os Portugueses não esqueçam o passado.

domingo, novembro 13, 2005

QUANDO A FARSA SE SOBREPÕE À REALIDADE.

Sobre as sondagens políticas é costume dizer-se que valem o que valem.
Sem procurar colocar em a causa, a idoneidade (discutível) de quem as executa ou as mandata fica sempre um ponto a reter.
Há Portugueses que são facilmente influenciáveis, quer pelo “marketing” comercial quer pelo marketing político.
Se no primeiro caso, Portugueses há que se fiam mais nas promoções comerciais, do que nos concelhos de instituições de defesa do consumidor ou na sua própria intuição com notórios prejuízos para as suas carteiras, no segundo o panorama é similar, quase sempre com notórios prejuízos sobre a estabilidade e segurança das famílias.
É raro assistir-se a filmes ou slogans publicitários, que enquadrem sectores da população com menos recursos, ou até mesmo excluídos.
O que o marketing visa é a demonstração das potencialidades do seu produto quando aplicado nos sectores economicamente mais favorecidos, não pelas qualidades desse produto, mas pela exploração das potencialidades de aquisição dos sectores populacionais onde a publicidade é executada ou pela similitude dos actores da farsa.
Gostaria de assistir a um slogan promocional de um qualquer produto, realizado nos bairros degradados da grande capital e verificar o impacto das vendas daí resultantes.
Do mesmo modo deveria ser encarada com a seriedade devida, qualquer sondagem de opinião política.
Entende-se que campanhas promocionais de produtos de consumo tenham como objectivo o aumento das respectivas vendas, logo se bem sucedidas pagam-se a si próprias.
Não se entende quem lucra, que produtos absorvem os gastos com sondagens políticas.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Não o acordem.

Esta pré campanha para as presidenciais vai certamente ficar na história, não pelo numero de candidatos anunciados, mas sim pela candidatura da direita, que ainda vai acabar por descobrir, para seu espanto, que não concorre à Assembleia Nacional (já extinta), muito menos às Autarquias e nem sequer ao cargo de reitor de uma qualquer Universidade.
Não será tempo de deixarem o homem dormir?

quinta-feira, novembro 10, 2005

Saldos em Novembro?

Faz manchete em tudo que é comunicação social, a notícia do Publico de hoje, que dá conta de uma eventual proposta do BCP para a transferência do fundo de Pensões dos seus trabalhadores para a segurança social.
A confirmar-se esta proposta, entende-se a visão do BCP que para lá de se ver livre dos seus pensionistas actuais, descarta os encargos com os trabalhadores no activo.
Ao governo mais do que ao estado, esta entrada de capitais poderia ser "risonha", não se desse o caso da dita transferência acarretar no futuro próximo um agravar da situação já débil da segurança social.
A visão economicista do sector bancário, pouco preocupado com a recuperação económica do estado, anteverá desde já o descontentamento da maioria dos seus trabalhadores, a agonia da Segurança Social e o seu aproveitamento por parte das entidades privadas de Saúde.
Quem criticou a manobra aldrabona de Bagão Félix na CGD, não pode ter agora a memória curta.
Há que manter os pés unidos para não cair em tentações, mais do que aceitar encargos a troco de bagatelas, há que começar a cobrar impostos sobre os rendimentos inusitados dessas entidades.

terça-feira, novembro 08, 2005

«Willy Pete»

Jesus, dizem as escrituras, foi crucificado conjuntamente com vulgares ladrões assumindo assim os pecados da humanidade.

Sacrifício inglório, pois os maiores pecadores da humanidade continuam impávidos e serenos a propagar o mal.

"Ouvi a ordem para estarmos atentos porque tinham acabado de usar o fósforo branco sobre Fallujah” RR

quinta-feira, novembro 03, 2005

GATINHAR NÃO É ANDAR

A mensagem tem passado, um pouco por tudo quanto é órgão de informação, tem ganho raízes e promete rolar sem cessar, já que ninguém (leia-se sindicatos) mexe uma “palha” para separar o trigo do joio.

O peso dos serviços do estado é de uma enormidade doentia.
Assacam-se as culpas, sobre todos os trabalhadores da F.P. classificando-os genericamente de meros parasitas.

A anunciada intenção deste governo, de promover os aumentos aos trabalhadores do estado, mais pelo mérito, do que em função de análises pontuais ou reivindicações sindicais, merece a concordância de muitos desses trabalhadores, que não se identificam com o laxismo e incompetência, de quantos têm sobrevivido à custa de quem afinal trabalha.
A questão mais uma vez prende-se com a capacidade organizativa, com a escolha pela capacidade de trabalho, competência e honestidade.
E neste aspecto o próprio governo tem ainda de aprender a andar.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Contradições

Terá aberto a caça aos coelhos, mas segundo parece, só com cartuchos de pólvora seca para preservar a espécie…

terça-feira, novembro 01, 2005

O Alquimista

Os sinais são por demais evidentes.
O candidato a politico, que terá nojo de comer no prato dos políticos, o tal que raramente se enganava e não lia jornais, aceitou, aceitou num impulso responder ao apelo da sua consciência e sacrificando toda a sua vida terrena, promete embarcar numa nova Nau já baptizada de “salvação”.

Com a costumeira altivez dos meninos ricos, rodeado do seu séquito de bajuladores, entre eles alguns dos seus detractores, anunciou ao País não uma boa nova, mas aquilo que já todos sabiam.


(Cavaco vai ganhar e vai ser um excelente Presidente para trabalhar com um excelente primeiro-ministro)
Belmiro de Azevedo, PÚBLICO/Rádio Renascença, 30-10-2005


Não são as profecias de um novo “Nostradamus” ou a visão realista de um Júlio Verne.
São apenas as convicções de quem, em conjunto com os seus pares, defende o produto a vender.

Os eleitores devem interrogar-se hoje e não quando for tarde demais.
O candidato, se for eleito, contrariará as políticas deste governo?