quarta-feira, junho 28, 2006

Pedras de outras Ruas

No “Cavaquistão” é assim.

Os Mouros são outros, os Sionistas os mesmos, as pedras são de outras Ruas.

(O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas (PSD), esclareceu hoje ter falado «em sentido figurado» quando afirmou que os presidentes de Junta de Freguesia deviam «correr à pedrada» os fiscais do Ministério do Ambiente.)

Um discurso de estilo, ao estilo do mentecapto (em sentido figurado), que se escuda incólume na fantasia e na arrogância.

segunda-feira, junho 26, 2006

A bandeira ou a rodilha.

A questão da identidade nacional, dos símbolos nacionais, meus amigos, é para respeitar.
Se é verdade que não gostamos de reacções menos abertas em países de acolhimento, face a manifestações dos nossos emigrantes, não é menos verdade, que não devemos gostar desse tipo de reacções quando em solo pátrio.

É claro que o exemplo do Luxemburgo teve eco na Madeira, só podia.

Mas eu sou definitivamente a favor do respeito pelos símbolos nacionais, não que estes alguma vez tenham contribuído para a minha subsistência, nem sequer para a minha sobrevivência.

Mas entendo que eles são a minha identidade natural, nunca troquei a bandeira nacional Portuguesa, por nenhum trapo, seja de que cor for.

Parece claro e já por aqui o referi, que uma coisa é os símbolos nacionais e outra completamente distinta, a posição esquisita de quem os devia salvaguardar e apenas deles se serve, para alimentar vícios de posição.

O aproveitamento comercial, seja a que titulo for da bandeira nacional, deve ser condenável, condenado e abolido.
Da mesma forma que o deve ser, quem à sua sombra, cria proveitos próprios.

Claro que não tenho nenhuma bandeira dependurada na janela ou varanda, nem sequer ondulando no automóvel que diariamente utilizo.

É óbvio que fiquei satisfeito com o resultado da equipa nacional de futebol ontem obtido, mas isso apenas deve comprovar que os intervenientes nacionais Portugueses cumpriram a sua parte no contrato e que eu enquanto Português me regozijo com o profissionalismo demonstrado.

Daí não resultou, para além da natural satisfação de Português, nenhuma corrida ao supermercado ou ao stand automóvel.

E nem sequer deixo de ser Português por tudo isto.

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domingo, junho 25, 2006

Há dias assim.

Onde o céu já não é azul.
Onde o Sol se oculta como que envergonhado e uma brisa leve sacode os ramos das acácias.
Nem o chilrear das aves quebra o silêncio dos fantasmas envergonhados, que um pouco por todo o lado comigo se cruzam sem parar.
É Domingo na minha cidade e creio que em muitas outras, onde também há quem se sinta só rodeado de uma multidão viva que se agita sem sentido.
Bato suavemente as teclas desta máquina real que no virtual me oferece horizontes nunca esperados.
Sente-se no ar uma atmosfera irreal, varandas aqui e ali ponteadas de verde e vermelho, numa identidade quase perdida, num desejo insatisfeito, numa quimera planetária.
A explosão acabará por vir, sem porvir de encantos, sem contornos de futuro.